13 formas diferentes de consumo da cannabis

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A cannabis é versátil tanto na sua finalidade de uso como na sua forma de administração. Para além do fumo, existem mais de 12 formas de consumir maconha possíveis que se diferenciam nas consequências para a saúde do indivíduo, na eficácia e duração do efeito desejado, no sabor e aroma a serem experienciados, e outros fatores.

As formas de administração viáveis dependem do objetivo do uso da cannabis – se for para fins terapêuticos, existem algumas opções, já para uso adulto, outras. A depender do caso, elas podem ser similares.

No caso de uso terapêutico, uma das formas de consumo da maconha mais populares é o uso do óleo à base de cannabis. O extrato dissolvido em óleo vegetal é consumido por meio de um frasco conta-gotas, que ajuda a controlar a dosagem do medicamento, e é aplicado embaixo da língua para fazer efeito de forma mais rápida. Além dessa alternativa, há cápsulas que podem ser ingeridas – elas têm uma ação mais demorada no organismo, mas permitem uma dosagem mais precisa, não carregam sabor e cheiro e têm uma série de outras vantagens.

 

Medicamentos à base de cannabis

Por mais que cause um estranhamento, existem também supositórios vaginais e retais derivados da planta que servem como remédio. Normalmente, ele é recomendado para cólicas menstruais e distúrbios intestinais por agir localmente. Essa opção chega à corrente sanguínea rapidamente e oferece um efeito duradouro. Outra possibilidade mais incomum é via spray nasal, que também tem um intuito de agir rapidamente – no Brasil, existe uma medicação com essa forma de administração à venda nas farmácias, chamada de Mevatyl e que é indicada para pacientes com esclerose múltipla.

 

Uso tópico

O uso tópico de produtos derivados da maconha também é uma alternativa. Pomadas, cremes, óleos de massagem, “bombas” de banho, adesivos e lubrificantes íntimos entram em contato direto com a pele e, a partir da interação dos fitocanabinoides com os receptores endocanabinoides cutâneos, promovem alívio e relaxamento. Assim, tratam lesões musculares, irritações, condições dermatológicas (psoríase, por exemplo) e até previnem futuros desconfortos.

 

Comestíveis de cannabis

formas de consumir maconhaAinda, há gummies (balas), chocolates, bolos, sucos, chás e refrigerantes com CBD e outros fitocanabinoides terapêuticos a serem ingeridos. Esses usos demoram mais tempo para serem metabolizados, o que pode causar problemas em relação à dosagem, mas têm efeito duradouro e mais forte. Eles também são vantajosos em relação ao sabor, sendo, normalmente, indicados a pacientes com problemas de enjoo. 

No caso de uso adulto, os comestíveis e as bebidas também são opções viáveis. A diferença é a escolha e quantidade de fitocanabinoides inseridos nesses produtos, bem como a forma que foram fabricados. Para fins recreativos, a maconha deve ser aquecida para haver a liberação do THC, ou seja, deve passar pelo processo de descarboxilação, pois ele é a principal substância responsável pelos efeitos psicotrópicos da planta. Portanto, se for um suco de maconha, muito provavelmente ele não proporcionará a sensação de “ficar chapado” – a não ser que tenha passado por algum processo de descarboxilação anterior. Tanto as comidas como as bebidas são maneiras muito mais saudáveis para o corpo do que fumar maconha, mas por promoverem um efeito demorado e forte, devem ser manuseadas com cuidado. 

 

Vaporização

A vaporização também pode ser usada para fins recreativos e terapêuticos. O vaporizador da planta in natura oferece um consumo mais consciente e saudável, já que, em vez da maconha entrar em combustão, ela é “cozida” na temperatura de sua escolha, evitando as toxinas e a fumaça de entrarem nos pulmões. Já os vaporizadores de óleo, mais usados de forma terapêutica, mas também para consumir resina, aquecem o líquido, transformando-o em vapor para serem inalados. Essa alternativa é a que tem efeito mais imediato. 

 

Há outras formas de consumo da maconha, mas é importante que, em caso de uso terapêutico, o paciente procure acompanhamento médico para entender qual é a mais adequada para a sua condição médica, além de obter uma recomendação de dosagem apropriada. Se o usuário quiser fazer um consumo com objetivo recreativo, é importante que ele tenha conhecimento dos métodos de redução de danos – a vaporização, o uso de piteiras de vidro e longas, evitar sedas coloridas e com sabor, e não segurar a fumaça são alguns deles. 

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