Semente do cânhamo como uma super semente

Tempo de leitura: 3 minutos

Por conter nutrientes que geram diferentes benefícios à saúde, a semente do cânhamo é considerada uma superfood ou superalimento e pode ser consumida por meio de diversas formas

Um dos insumos provenientes do cânhamo, variedade com da Cannabis sativa L., é sua semente, que por conter uma variedade de nutrientes importantes, é considerada uma super semente – esse termo vem da definição de superfood ou superalimento, em português. Ela é utilizada para diferentes fins e tem diversas aplicações industriais, passando pela indústria alimentícia, de bebidas, suplementos e até de ração animal.

 

O que é uma superfood?

Uma superfood ou superalimento nada mais é do que um alimento que pode oferecer benefícios à saúde e, ao mesmo tempo, não ter muitas calorias. Ela normalmente contém altos níveis de vitaminas, minerais e componentes antioxidantes. Apesar de “superfood” não ser um termo comumente utilizado por profissionais da nutrição, o mercado de alimentos já o incorporou e define uma série de ingredientes naturais nessa categoria, como: alho, açaí, nibs de cacau, chá verde, salmão, castanha do pará e muito mais.

 

Por que a semente do cânhamo é uma super semente?

A sem dente do cânhamo tem muitos nutrientes atrativos para o consumo diário. Aléme ter uma quantidade significativa de proteína, podendo ser usado como substituto ou complemento do famoso whey protein, contém vitaminas A, C, D  e E, fibras, componentes antioxidantes e minerais como ferro, cálcio e fósforo.

Esses compostos oferecem uma série de benefícios, como reduzir desconfortos digestivos, aumentar o HDL (colesterol bom), diminuir riscos de doenças cardiovasculares, e ajudar a prevenir diabetes e osteoporose. Ainda, contêm poucas calorias e gorduras totais. Todas essas características se encaixam perfeitamente na definição de superfood e, por isso, a semente do cânhamo é caracterizada como super semente.

Para além dos benefícios nutricionais, a semente do cânhamo, quando prensada, produz o óleo de semente de cânhamo, o qual pode ser utilizado em cosméticos e, assim, tratar problemas de saúde da pele, como psoríase, rosácea, coceira, secura e outras condições.

semente de canhamo x ervilha

Formas de consumir a semente do cânhamo

A semente do cânhamo pode ser consumida in natura, em iogurtes, smoothies, frutas e saladas. Também pode ser processada em forma de carne ou leite vegetal, tornando-se uma alternativa nutritiva para dietas vegetarianas ou veganas e para pessoas com intolerância à lactose. Esse ingrediente também pode ser transformado em farinha, atendendo às necessidades de pessoas celíacas ou intolerantes à glúten, por exemplo.

A semente do cânhamo também pode ser consumida por animais quando em forma de óleo, farinha ou bolo. Ela vem sendo utilizada como ração para bois, porcos e galinhas em diversos países onde há regulamentação da planta, o que acaba por gerar alimentos mais nutritivos para os seres humanos – os ovos de galinhas alimentadas com semente de cânhamo em comparação com os ovos normais, por exemplo, podem ter três vezes mais ômega-3, quatro vezes mais vitamina D, 30% a mais de luteína, duas vezes mais vitamina B12, maior nível de proteína; e outros nutrientes como vitamina B5, vitamina E, biotina, colina, selênio.  

Ainda, a semente do cânhamo é descascada e transformada em grão, pode ser prensada e transformada em óleos, podendo ser ingredientes de cosméticos, cremes, bálsamos e outros produtos.

 

Acesso à semente do cânhamo no Brasil

No Brasil, a semente do cânhamo não é regulamentada e, portanto, não é de fácil acesso. Apesar de conter menos de 1% de nível de THC, substância psicotrópica da cannabis que é buscada por seus efeitos recreativos, ela é ainda considerada uma substância controlada e não pode ser comercializada.

No entanto, os outros insumos do cânhamo, como os medicamentos, podem ser acessados por meio de importação desses produtos via Anvisa. As fibras também podem ser acessadas, mas não são regulamentadas – existe uma brecha legal que permitiu com que marcas brasileiras, como Osklen e Reserva, importassem tecidos à base da planta e fabricassem roupas com esse material.  

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