A maconha pode "salvar" o mundo?

Tempo de leitura: 4 minutos

Listamos 21 motivos pelos quais a maconha pode ajudar a melhorar o mundo, apesar de não ser capaz de salvar o planeta

É difícil afirmar que a maconha pode salvar o mundo, mas ela, de fato, pode torná-lo muito melhor. O uso medicinal da planta, por exemplo, vem mostrando seu potencial em diferentes países e salvando milhares de vidas, inclusive no Brasil. Já o cultivo para fins industriais do cânhamo, outra variedade da maconha, também se tornou uma alternativa para melhoramento ambiental importante. Por fim, a regulamentação do uso recreativo da maconha pode contribuir para uma sociedade mais justa.  

Veja 21 razões do porquê a regulamentação ampla da maconha, em todos os seus âmbitos (medicinal, industrial e uso adulto), pode melhorar o mundo: 

1 .

A cannabis tem propriedades medicinais que podem ser usadas para tratar inúmeras condições médicas. Atualmente, os medicamentos à base da planta são uma das poucas alternativas naturais e eficazes para o tratamento de epilepsia refratária, doença de Parkinson, TEA (Transtorno do Espectro Autista), fibromialgia e mais; 

2 .

 A maioria dos animais vertebrados têm sistema endocanabinoide e sofrem com condições médicas, a maconha medicinal também pode ser usada para tratá-las; 

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Por conta da responsabilidade do sistema endocanabinoide em promover a homeostase, o uso terapêutico da planta pode servir como suplemento, prevenindo de outras doenças, além de auxiliar as funções do corpo a se manter em equilíbrio; 

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Em busca de uma vida cada vez mais saudável para todos, a prática esportiva é de extrema importância e a cannabis pode ser uma importante aliada nesse processo, já que também pode ser consumida por atletas como alternativa de melhor desempenho e performance; 

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Para quem busca na cannabis um efeito menos intenso e ainda não faz o tratamento na via oral, as propriedades da maconha podem ser incorporadas em produtos cosméticos, como maquiagens, a fim de tratar ou melhorar condições da pele; 

6 .

Com uma população carcerária de mais de 500 mil presos composta principalmente de jovens negros e periféricos ligados a crimes de drogas, a regulamentação da maconha pode evitar mortes, repressões violentas e encarceramentos em massa que ocorrem por conta da guerra às drogas. Além de acabar com vidas, hoje o Estado gasta mais de R$ 5 bilhões ao ano com a guerra às drogas; 

7 .

Um estudo em curso mostra que o uso da maconha pode reduzir os danos a usuários que podem ser afetados pelos riscos do consumo de substâncias não-regulamentadas e controladas; 

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Assim como em muitos países que começaram o processo de legalização da maconha, os ganhos econômicos com a legalização poderiam ser revertidos para projetos de reparação social a populações afetadas pelo proibicionismo. Considerando todos os usos regulamentados, seriam arrecadados mais de R$ 8 bilhões de impostos ao ano; 

9 .

O cânhamo tem fibras que podem ser usadas como matéria-prima de tecidos sustentáveis para a indústria da moda, já que são atóxicos e antialérgicos, além de sua produção utilizar menos água e energia do que o cultivo de algodão; 

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As mesmas fibras podem originar biocombustíveis, que podem ser usados em carros, caminhões e aviões, que são grandes responsáveis pelo aquecimento global; 

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O setor da construção civil também seria beneficiado pelas fibras de cânhamo, que podem originar o hempcrete, uma alternativa atóxica, sustentável e resistente ao concreto; 

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Em um mundo que precisa buscar alternativas mais sustentáveis às tradicionais, as fibras podem constituir as fibras de vidro, servindo como um material tão resistente quanto, mas mais sustentável; 

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As sementes de cânhamo podem ser aproveitadas em dietas veganas ou vegetarianas, pois são capazes de produzir leite ou carne vegetal;

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As mesmas sementes têm proteína e outros nutrientes importantes para a saúde, podendo servir como complemento de refeições e até suplemento; 

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Elas ainda podem gerar óleo de semente de cânhamo, que pode ser utilizado para substituir ou complementar óleos em cosméticos, por exemplo, e também oferecer boas propriedades à pele e ao cabelo; 

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O farelo de cânhamo pode alimentar animais, podendo servir de complemento ou substituto da soja e do milho, sendo que seu processo de produção é muito mais sustentável do que os vistos atualmente;  

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O plantio de cânhamo é capaz de restaurar solos contaminados com metais pesados e venenos; 

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As raízes do cânhamo, quando cultivado, também podem estabilizar o solo para controle de erosão; 

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O cultivo de cânhamo tem grande capacidade de sequestro de carbono, ou seja, consegue retirar da atmosfera a principal substância que tem afetado o aquecimento global; 

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O cultivo irregular de cannabis, como acontece em países sem regulamentação, normalmente ocorre em áreas de desmatamento ilegal, provocando sérias consequências para a fauna e flora do local; 

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 A regulamentação poderia gerar milhares de empregos em diferentes áreas que tocam direta ou indiretamente a planta, além de movimentar R$ 26,1 bilhões de reais ao ano, gerando tributos significativos para o país. 


É importante ressaltar que hoje já existe um mercado da cannabis no país, porque o uso medicinal já é regulamentado desde 2015, ao mesmo tempo que prevê que os pacientes que desejam se beneficiar do tratamento devem fazer a importação do produto com cannabis, o que acaba deixando um dinheiro importante em nações como Estados Unidos e Canadá, sendo que poderia ficar no país. Além disso, mais de 16 milhões de brasileiros já fizeram o consumo da cannabis para fins recreativos, que, apesar de não ser regulamentado no país, é uma realidade.
 

É fato que existem muitos outros fatores importantes a serem levados em consideração para causar uma verdadeira mudança global, tanto em relação à saúde, ao âmbito social e ambiental, mas enxergar a cannabis como uma oportunidade poderia ser o começo, ainda mais quando é uma planta que tem uma relação ancestral com a humanidade. Muitos países já deram passos à frente para incorporar a maconha em suas regulamentações e políticas, mas ainda é preciso conscientizar pessoas que não têm o conhecimento amplo sobre a planta e lutar por ter esses benefícios reconhecidos por governos ao redor do mundo. 

 

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