1001 usos do cânhamo: indústria automobilística sustentável

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Lara Santos

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Os carros e biocombustíveis feitos de cânhamo são parte do passado e do futuro. Veja essa utilidade da planta e como pode ser vantajosa à indústria automobilística

Há uma semana, a Kaya Mind lançou a introdução de uma série de sete textos sobre as diferentes utilidades do cânhamo, subespécie da Cannabis Sativa L. que tem fins industriais e costuma ser cultivada com menos de 1% de THC e, portanto, não tem propriedades psicotrópicas. Vale ressaltar que, para além dos usos abordados a seguir, a planta tem inúmeras outras finalidades, tornando-se uma alternativa sustentável e interessante para diversas indústrias. Neste texto, o tópico são os usos do cânhamo na indústria automobilística.

Na publicação anterior, mencionou-se que uma empresa automobilística havia iniciado um desenvolvimento de combustíveis e plásticos a partir da planta. Pois bem, essa ideia foi de ninguém mais, ninguém menos que Henry Ford. Em um artigo de 1941 da Popular Mechanics sobre alternativas ao metal que poderiam ajudar em situações de guerra, o empreendedor e engenheiro mecânico apresentava seu carro-conceito, feito de fibras de celulose, palha de trigo, cânhamo e sisal. A junção desses materiais criaria um plástico, que seria mais barato e seguro do que o aço (a fibra de cânhamo é 10 vezes mais resistente à impactos). 

carros de canhamo
Sementes em velocímetro

Além disso, já pensando na diminuição dos impactos ambientais, Ford também quis usar as sementes da planta para extrair um óleo que substituiria os combustíveis derivados de petróleo. O cânhamo tem uma classificação de conversão altamente eficiente, isto é, a maior parte da energia permanece quando você faz a transformação do óleo da semente em biocombustível – 97% da energia é transferível. 

No entanto, essa descoberta e outras iniciativas a fim de utilizar o cânhamo como alternativa a outras matérias primas se tornaram uma ameaça às indústrias milionárias. Assim, em conjunto com a discriminação da cannabis por questões raciais e sociais, o cânhamo foi banido dos EUA e o projeto do engenheiro foi por água abaixo. 

Mas atualmente, com novas pesquisas e a reintrodução da planta nas regulamentações de diversos países, a concepção de Ford pode se tornar uma realidade. A start-up Aptera Motors, fabricante de veículos, criou um carro de três rodas movido a energia solar e feito de carbono, Kevlar (fibra sintética) e cânhamo. A expectativa é de que sua produção seja iniciada no final de 2021. E essa empresa não foi a única. Em 2010, a canadense Motive Industries apresentou um protótipo de carro elétrico à base de fibra de cânhamo, o chamado Kestrel. 

Nas próximas semanas, será possível acompanhar o lançamento de outros seis textos, sendo que cada um deles contempla um uso diferente do cânhamo. São eles:

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