1001 usos do cânhamo: calça jeans e outras vestimentas

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Lara Santos

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A indústria da moda é uma das maiores responsáveis pelas emissões de carbono no planeta e o cânhamo pode ser uma solução para esse problema

Há uma semana, a Kaya Mind lançou a introdução de uma série de sete textos sobre as diferentes utilidades do cânhamo, subespécie da Cannabis Sativa L. que tem fins industriais e costuma ser cultivada com menos de 1% de THC e, portanto, não tem propriedades psicotrópicas. Vale ressaltar que, para além dos usos abordados a seguir, a planta tem inúmeras outras finalidades, tornando-se uma alternativa sustentável e interessante para diversas indústrias. Neste texto, o tema será em torno do uso de cânhamo para a produção de calça jeans e outras vestimentas.

A indústria da moda atualmente

A indústria da moda é uma das principais causadoras dos impactos ambientais testemunhados hoje. Ela é responsável por 8% da emissão do gás carbônico na atmosfera, sendo que a produção do poliéster, um dos materiais mais usados nesse setor, emite, anualmente, 32 das 57 milhões de toneladas globais. Além disso, essa fibra também leva 200 anos para se decompor, já que é feita à base de plástico, um dos principais poluidores dos oceanos – todo ano, 8 milhões de toneladas do material são depositados nesse ecossistema. Já a viscose, outra matéria-prima famosa por compor blusas e vestidos, é produzida a partir da extração da celulose encontrada em árvores de florestas nativas e ameaçadas de extinção, além de seu processo de fabricação implicar o uso de produtos químicos. 

Além dos impactos ao meio ambiente, os tecidos usados na indústria da moda, por serem de maioria sintética, também causam problemas para a pele. O cânhamo, no entanto, tem potencial de transformar todo esse cenário, diminuindo as consequências ambientais e para a saúde. Como dito nos textos anteriores, da planta pode-se retirar uma fibra que tem diversas utilidades – uma delas, a produção de tecidos. 

O cânhamo na indústria da moda

cânhamo na indústria da moda
Planta de cannabis em tecido

Diferentemente das outras matérias-primas usadas no setor da moda, o cânhamo tem uma produção carbono negativa, ou seja, absorve mais carbono da atmosfera do que a emissão causada durante a colheita, processamento e transporte. Sua produção também usa menos água do que o algodão. Ainda, seu cultivo pode ser feito com menos ou nenhum uso de herbicidas, pesticidas e fungicidas, já que é uma planta resistente a muitos climas e solos, e, por isso, não oferece nenhum tipo de risco à pele e à saúde em geral. 

As qualidades da fibra de cânhamo não se resumem apenas a esses fatores. Ela gera um tecido bonito, brilhante, versátil, resistente, termodinâmico, macio e que protege contra raios ultravioleta. Semelhante ao linho e substituto do couro, pode ser usado para fazer calça jeans, camisetas, calçados, relógios e muitos outros itens. 

Quais marcas já utilizam o cânhamo na indústria da moda?

O uso do cânhamo na indústria da moda já está em alta nos países onde seu cultivo é legalizado – grandes marcas como Adidas e Levi’s já apostaram nessa tendência. Mas, mesmo no Brasil, onde não há regulamentação que o inclua, lojas passaram a fazer peças de roupa a partir de sua fibra. Elas podem fazê-lo a partir da importação do tecido derivado de cânhamo já pronto, podendo ser moldado à vestimenta desejada no país. A atriz Marina Ruy Barbosa, por exemplo, deu um passo em direção à sustentabilidade e incluiu 24 peças feitas de cânhamo, como as calças jeans, em uma coleção de sua marca Ginger, lançada em 2020. A Reserva e a Osklen também são outras duas lojas brasileiras que colocaram roupas com esse tecido no catálogo. Se outras empresas da indústria seguirem esses exemplos, o saldo tem tudo para ser positivo.

Na próxima semana, será possível acompanhar o lançamento do último texto, sendo que contempla um uso diferente do cânhamo:

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