Sativa x Indica x Híbrida: entendendo as diferenças entre as plantas da maconha 

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A diferença entre plantas sativas e indicas são visíveis no efeito que têm no nosso corpo e na aparência das plantas, mas será que é tão simples assim?

A evolução no mercado da cannabis é algo sobre o qual falamos constantemente por aqui, mas, além do mercado, existe uma grande evolução acontecendo também nas genéticas de cannabis. Atualmente já existem +1000 cepas (strains em inglês) da planta da maconha e, por mais que haja uma constante busca por novos testes e análises para estudar o perfil dos canabinoides e terpenos de cada uma dessas genéticas, não há um consenso entre especialistas sobre o que realmente diferencia as plantas de cannabis entre Sativa, Indica ou Híbrida. 

Hoje vamos trazer o que há de melhor hoje de informações a respeito desse tema e principalmente, queremos ouvir você. Deixe nos comentários sua opinião depois de ler esse texto! 

Diferenças entre sativas e indicas 

Muitos especialistas afirmam e inclusive defendem que, atualmente, devido a globalização e as mudanças genéticas na planta da cannabis, é muito difícil conseguirmos continuar com a distinção das plantas de cannabis entre apenas dois tipos: sativas ou indicas. Porém, outros especialistas que trabalham com a planta também seguem defendendo que, mesmo com essas variáveis genéticas e seu transporte internacional, ainda é possível classificar a maioria delas em uma dessas duas categorias, mas afinal qual a diferença entre elas? 

As plantas de cannabis consideradas como sativas seriam aquelas que te deixam mais energizado e pronto para a ação, inclusive, muitas pessoas já culparam strains dessa categoria por seus surtos de limpeza e organização. Em compensação, as genéticas indicas teriam o efeito contrário a esses, já que deixariam com aquela sensação de não conseguir levantar do sofá, pronto para um bom sono e uma noite relaxante. Apesar dos exemplos fortes, os efeitos em um geral dependem muito mais de outros fatores do que a distinção de sativa e indica, isso porque o perfil de terpenos, a tolerância do corpo do usuário e o ambiente de consumo são muito mais relevantes para entendermos os efeitos corporais e mentais que o consumo irá ocasionar.  

Mas a verdade é que nem sempre uma sativa vai te deixar pronto para uma boa faxina e nem sempre com uma indica você vai ter uma boa noite de sono, isso porque as principais diferenças estão nas estruturas físicas das plantas de cannabis. 

Estruturas físicas das plantas como fator de diferenciação 

Notadamente, uma das principais diferenças entre sativas e indicas são as estruturas físicas da planta da cannabis, pois, como falamos anteriormente, o efeito que cada genética ocasionará no corpo irá depender muito mais do perfil de canabinoides e terpenos do que o nome da genética em si. Considerando isso, qual seria a então real diferença entre as indicas e sativas?  

A principal diferença está na estrutura física da planta e nas condições de cultivo dela, isso porque as indicas são plantas geralmente mais compactas e encorpadas, com galhos de flor mais cheios e os próprios buds bem densos e pesados. Já as sativas são plantas mais altas e menos densas, justamente por ocuparem esse espaço maior. Seus buds lindos e perfumados costumam a ser menos densos que os das indicas, o que não indica baixo rendimento, já que a planta é maior e a quantidade de buds também.  

Outra diferença é no tempo de cultivo da planta. Indicas são as variedades de floração mais rápida, com um tempo de geralmente 45 a 60 dias, enquanto as sativas demoram mais para florescer, precisando de 60 a 90 dias para terminar sua flora. No entanto, elas precisam de menos tempo para o crescimento vegetativo antes da floração do que as indicas, então o tempo total necessário para as sativas é quase o mesmo que para as indicas.  

Abaixo colocamos uma tabela com as principais diferenças para ficar atento.  

indica-x-sativa

O que são as genéticas híbridas? 

A genéticas denominadas como híbridas são genéticas novas e únicas que são criadas a partir de “pais” de diferentes tipos. Uma híbrida teoricamente pode ter muitas ou a maioria das propriedades medicinais de ambas as genéticas que lhe deram origem, porém atualmente muitos especialistas defendem que, na verdade, a grande maioria das plantas são híbridas, pois, mesmo que carreguem o nome de uma genética que existe há muito tempo, elas já passaram por modificações e interações com plantas novas e, portanto, não carregam seu “DNA” original.  

Uma grande parte do cruzamento genético das strains de cannabis resultou da guerra contra as drogas. Como resultado, a maior parte da cannabis de hoje é uma combinação de Indica e Sativa. Quando os pesquisadores testam a cannabis no nível molecular, sua análise revela que as descrições das características da planta não são totalmente precisas ao descrever Indica vs Sativa. 

Quem faz novas genéticas e olha para esse mundo de sementes é chamado no mercado internacional de Breeder, ou algo como um criador, e esses podem “cruzar” quaisquer duas genéticas que desejarem em um esforço para criar uma nova, que forneça a melhor eficácia médica, cheiro, efeito corporal, tipo de cultivo e muito mais.  

Origem dos termos sativa e indica 

Conforme falamos, como não existe um consenso sobre esses termos, a melhor explicação para a origem deles é referente a localização geográfica de onde plantas com genéticas de origem local foram produzidas pela primeira vez. No caso das indicas, isso seria a região da Ásia, em especial a Índia, enquanto as sativas nas américas e países equatorianos. Abaixo colocamos quais regiões poderiam ter sido parte dessas referências históricas, lembrando que os registros são escassos. 

Cannabis Indica L. 

A maioria das variedades indica vem da Ásia central e do subcontinente indiano – Afeganistão, Paquistão, norte da Índia, Tibete, Nepal e assim por diante. 

Cannabis Sativa L.  

As sativas geralmente se originam nas regiões equatoriais – Tailândia, sul da Índia, Jamaica, México e assim por diante. 

Tabela das genéticas de maconha mais populares 

Apesar de tudo, para facilitar o entendimento de um mercado nada tradicional, especialistas e consultores seguem usando os termos indica, sativa e híbrida em especial para ajudar na orientação de pacientes e usuários que ainda não conhecem muito do mercado.  

Por isso, separamos uma tabela produzida pela Healthline com algumas das principais genéticas, o percentual dos dois principais canabinoides e algumas condições médicas para as quais elas podem ajudar. 

tabela strains sativa indica híbrida
Fonte: Healthline

Como eu escolho a melhor genética para mim? 

Agora que você conhece as três principais variedades de cannabis, talvez você se pergunte como escolher a melhor genética na hora de fazer o consumo, seja ele voltado para o uso medicinal ou adulto. Seguindo as recomendações mais tradicionais e considerando um mercado em que todo lote de flor é enviado para análise, você pode usar genéticas mais sativas para se sentir enérgico e produtivo durante o dia e as indicas para relaxar antes de dormir. No entanto, você poderia usar uma genética híbrida para desfrutar de um pouco de foco e um pouco de relaxamento. 

Alguns fatores importantes são:  

Conheça sua tolerância: algumas genéticas são mais intensas do que outras. Portanto, é uma boa ideia sempre começar com doses pequenas, em ambientes seguros e com pessoas de confiança que poderão te ajudar se você não estiver se sentindo bem 

Escolha o seu método de consumo: Cada método de consumo de cannabis tem diferentes vantagens e desvantagens. Você pode sentir os efeitos da sua cannabis mais rapidamente se vaporizar. No entanto, os efeitos são mais prolongados quando você consome comestíveis. 

Considere seu histórico médico: se você tiver alguma condição médica, pode escolher a melhor genética para ajudar com as condições, como dor crônica.

 Escolher a genética certa de cannabis é essencial para uma melhor experiência de fumar, isso quando pensamos em um mercado regulado você decide quais efeitos colaterais você deseja da sua cannabis e escolhe de acordo. Em um mercado não regulado como o brasileiro, isso é um pouco mais difícil, por isso algumas técnicas podem te ajudar a garantir uma experiencia segura, confortável e boa se você consumir doses pequenas e em ambientes controlados, além de medir a reação do seu corpo por você mesmo de acordo com as explicações dadas acima.  

Ainda, em caso de consumo de prensado, colômbia e outras maconhas que não sabemos a origem, recomendamos que seja feito uma lavagem ou uma selecionada, tirando galhos e sementes que podem atrapalhar nos efeitos corporais.  

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