Mercado da maconha: seu tamanho e impacto

A indústria canábica estrangeira vem movimentando bilhões de dólares e o cenário no Brasil, quando houver regulamentação, não será diferente. Veja seu tamanho e quantas pessoas serão impactadas

O mercado canábico no Brasil, ainda que não seja totalmente regulamentado, vem se desenvolvendo e ganhando atenção de investidores, empresários, empreendedores e outros entusiastas. Alguns modelos de negócio relacionados à planta já fincaram suas raízes no país e colaboram com os impactos positivos dessa indústria, sendo eles econômicos, sociais e ambientais. Mas o potencial do mercado da maconha do país é, na verdade, muito maior do que se testemunha hoje.

 

O mercado canábico no Brasil e no mundo


O cenário da cannabis mundo afora mostra como o Brasil ainda engatinha quando se diz respeito à regulamentação da planta. O mercado da maconha nos EUA, mesmo que legalizado em alguns estados, já movimentou bilhões de dólares – só em 2021, a estimativa era um impacto de
US$ 92 bilhões de vendas. Esse crescimento incentiva diversas frentes, como o mercado financeiro, em que se vê ações, fundos de investimento e outros ativos voltados à cannabis surgindo e se valorizando.

mercado canábicoSegundo dados coletados e calculados pela Kaya Mind, em território brasileiro, o valor de mercado da maconha pode atingir o total de R$ 26 bilhões no 4º ano após a regulamentação, incluindo os três usos da planta (medicinal, adulto e industrial). Esse patamar é comparável à movimentação do mercado de compras feitas pelo celular, em 2019, ao de produtos de limpeza domésticos e industriais no mesmo ano, e a produção de defensivos agrícolas em 2018. Ainda, deste total, seriam recolhidos R$ 8 bilhões de impostos para o governo, o que possibilitaria investimentos importantes nas áreas da saúde, educação, economia, tecnologia e mais.

Só a produção de CBD no Brasil e dos outros fitocanabinoides da cannabis para fins medicinais movimentaria R$ 9,5 bilhões no 4º ano após a implementação da lei. O cultivo de cânhamo, para fins industriais, teria um potencial produtivo de 15 mil hectares e a regulamentação do uso adulto resultaria em 3,1 milhões de novos usuários. 

Com uma regulamentação que abrangesse o cultivo e uso da planta em sua integralidade, o mercado da cannabis transformaria o cenário para as empresas canábicas e as não-canábicas, a indústria de trabalho e o mercado financeiro. Assim, impactaria a vida de inúmeros indivíduos, desde trabalhadores até grandes empresários. Só em relação ao emprego, seriam geradas por volta de 328 mil oportunidades de trabalho, o que é extremamente importante para o país, já que o Brasil atingiu uma taxa de desemprego de 14,7% em maio de 2021. As consequências indiretas da regulamentação da indústria canábica, portanto, também serão muitas e  deverão ser levadas em conta. 

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