Transtornos neurocognitivos: Tratamentos alternativos 

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Com múltiplas causas, os transtornos neurocognitivos afetam nossas funções cognitivas e seu tratamento ainda é um desafio.

Um conjunto de condições que afetam a nossa cognição é reunido em uma categoria chamada de “Transtornos Neurocognitivos”. Esses quadros são resultantes de alterações nas nossas funções cognitivas e podem ser causados por motivos diversos. No entanto, é possível desacelerar o avanço de algumas dessas condições e até obter ganhos significativos com o tratamento. Nesse texto, vamos compreender melhor o que são esse grupo de transtornos.

O que são os transtornos neurocognitivos? 

Os transtornos cognitivos, chamados cientificamente de Transtornos Neurocognitivos, são condições neurológicas que afetam os domínios das funções cognitivas, como a memória, atenção, linguagem, inibição, orientação no tempo e espaço, entre outras.

Nossa cognição é composta por funções responsáveis por diversos processos mentais que trabalham em conjunto para nos permitir processar informações, interagir com o ambiente e realizar tarefas complexas no dia a dia.

Os transtornos neurocognitivos afetam essas capacidades, como por exemplo:

  • Atenção complexa (atenção sustentada, atenção dividida, atenção seletiva, velocidade de processamento);
  • Função executiva (planejamento, tomada de decisão,memória de trabalho, resposta a feedback/correção de erros, substituir hábitos/inibição, flexibilidade mental);
  • Aprendizagem e memória (memória imediata, memória recente [incluindo recordação livre, recordação por pistas e memória de reconhecimento]; memória de muito longo prazo [semântica, autobiográfica], aprendizagem implícita);
  • Linguagem (linguagem expressiva [inclui nomeação, encontrar palavras, fluência, gramática e sintaxe] e linguagem receptiva);
  • Perceptomotor (inclui habilidades abrangidas por termos como percepção visual, visuoconstrutiva, perceptomotora, práxis e gnosia);
  • Cognição social (reconhecimento de emoções, teoria da mente).

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição (DSM-5), os transtornos neurocognitivos são classificados em várias condições que afetam o funcionamento cognitivo. Estes incluem:

A imagem mostra um cérebro artificial para simular o assunto transtornos neurocognitivos.
  1. Transtorno Neurocognitivo Major: Caracterizado por déficits significativos na função cognitiva, como memória, atenção, aprendizado, linguagem, habilidades visuoespaciais, raciocínio e resolução de problemas. Esses déficits interferem significativamente nas atividades diárias e no funcionamento social ou ocupacional.
  2. Transtorno Neurocognitivo Leve: Caracterizado por déficits cognitivos que são mais acentuados do que o esperado para a idade, mas não tão graves a ponto de interferir significativamente nas atividades diárias ou no funcionamento independente. No entanto, esses déficits podem representar um estágio inicial de um transtorno neurocognitivo major.
  3. Transtorno Neurocognitivo Devido a Doença de Alzheimer: Caracterizado por déficits cognitivos progressivos que interferem nas atividades diárias e no funcionamento independente, e são causados especificamente pela doença de Alzheimer.
  4. Transtorno Neurocognitivo Devido a Doença de Parkinson: Caracterizado por déficits cognitivos relacionados à doença de Parkinson, incluindo problemas de memória, atenção e função executiva, além dos sintomas motores característicos da doença.
  5. Transtorno Neurocognitivo devido a Lesão Cerebral Traumática: Caracterizado por déficits cognitivos resultantes de lesão cerebral traumática, incluindo dificuldades de memória, atenção, concentração e controle impulsivo.
  6. Transtorno Neurocognitivo Devido a HIV: Caracterizado por déficits cognitivos associados à infecção pelo HIV, incluindo problemas de memória, atenção, velocidade de processamento e habilidades executivas.
  7. Transtorno Neurocognitivo Devido a Doença de Huntington: Caracterizado por déficits cognitivos associados à doença de Huntington, incluindo comprometimento da memória, atenção, função executiva e controle motor.
  8. Transtorno Neurocognitivo Vascular: Caracterizado por déficits cognitivos causados por comprometimento vascular no cérebro, resultando em problemas de memória, linguagem, atenção, percepção visual-espacial e habilidades executivas.
  9. Transtorno Neurocognitivo Devido a Outra Condição Médica: Este é um diagnóstico utilizado quando os déficits cognitivos são causados por uma condição médica específica que não se enquadra em nenhuma das categorias anteriores, como problemas metabólicos, distúrbios endócrinos, deficiências nutricionais, entre outros.

Qual o tratamento para os transtornos neurocognitivos?

O tratamento para transtornos neurocognitivos varia dependendo da causa subjacente e da gravidade dos sintomas. Geralmente, o tratamento pode incluir:

Medicamentos: Alguns medicamentos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas cognitivos, comportamentais e emocionais associados aos transtornos neurocognitivos. Isso pode incluir medicamentos para tratar a ansiedade, depressão, agitação, alucinações e outros sintomas específicos.

Transtornos neurocognitivos terapia tcc

Terapia cognitivo-comportamental (TCC): A TCC pode ser útil para ajudar os indivíduos a desenvolver estratégias para lidar com os sintomas cognitivos, gerenciar o estresse e melhorar a qualidade de vida.

Reabilitação cognitiva: Esse tipo de terapia visa melhorar as habilidades cognitivas e funcionais, como memória, atenção, resolução de problemas e habilidades sociais, por meio de exercícios e técnicas específicas.

Suporte e cuidados de longo prazo: Pacientes com transtornos neurocognitivos geralmente precisam de cuidados de longo prazo para ajudá-los a lidar com os desafios do dia a dia. Isso pode incluir apoio emocional, assistência com atividades diárias e supervisão de segurança.

Modificações no estilo de vida: Certas mudanças no estilo de vida, como uma dieta saudável, exercícios físicos regulares, sono adequado e atividades de estimulação cognitiva, podem ajudar a melhorar os sintomas e retardar a progressão dos transtornos neurocognitivos.

Como a cannabis pode ajudar?

A cannabis é repleta de potencial terapêutico derivado da eficácia de seus compostos. O potencial neuroprotetor refere-se à capacidade de certas substâncias ou intervenções de proteger o sistema nervoso, incluindo o cérebro e a medula espinhal, contra danos ou doenças neurodegenerativas.

Essa proteção pode ocorrer de várias maneiras, como reduzindo a inflamação, neutralizando os radicais livres, promovendo o crescimento de novas células nervosas (neurogênese), preservando a integridade das células nervosas existentes e melhorando a função cognitiva. Substâncias com potencial neuroprotetor são frequentemente estudadas e investigadas como possíveis tratamentos para doenças neurológicas, e transtornos neurocognitivos, com o objetivo de retardar ou interromper o progresso dessas condições.

Transtornos neurocognitivos cbd

Na doença de Alzheimer, os compostos da cannabis, especialmente o CBD atuam reduzindo a inflamação, aumentando o suprimento de oxigênio e protegendo as células cerebrais contra danos.

No caso do Parkinson, os canabinoides têm o potencial de diminuir os sintomas motores, como bradicinesia, tremores e rigidez, bem como os sintomas não motores, incluindo transtornos psicóticos, do humor e do sono, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas com doença de Parkinson. Além disso, são geralmente bem tolerados, apresentando poucos efeitos adversos significativos.

Além da eficácia no tratamento de transtornos neurocognitivos, os compostos da cannabis também são usados em casos de transtorno do espectro autista, condições emocionais como ansiedade e depressão, dor crônica e outros problemas de saúde física e mental.

Se você vivencia algum transtorno neurocognitivo, ou conhece alguém que lida com alguma dessas condições, a cannabis realmente é uma alternativa que pode ajudar. Atualmente, o acesso aos medicamentos é muito mais simples e rápido do que há um tempo atrás.

A Kaya Mind conta com uma equipe de profissionais da saúde capacitados no tratamento com os derivados da cannabis e você pode marcar uma consulta. Nós estamos aqui para te auxiliar em todo o processo e esperamos que sua experiência com a cannabis seja positiva, contribuindo com a melhora da sua qualidade de vida.

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