Empreendedores brasileiros que apostam na cannabis no exterior

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O crescimento do mercado da cannabis em países onde há regulamentação atrai o olhar de brasileiros que desejam empreender em negócios baseados na planta

Com a falta de uma regulamentação que abranja as diferentes oportunidades que o mercado da cannabis oferece, o Brasil perde investimentos para outros países em que há algum tipo de legalização da planta. Muitos empreendedores brasileiros de cannabis, por exemplo, apostam na cannabis no exterior, desenvolvendo negócios criativos e importantes, ao mesmo tempo que oferecem oportunidades de trabalho para as populações desses países.

Atletas, chefes de cozinha e pequenos e grandes empresários são alguns desses brasileiros que enxergaram o potencial da cannabis, não perderam tempo e decidiram entrar de cabeça nesse mercado. 

 

5 empreendedores brasileiros de cannabis

  • Bob Burnquist

O skatista e maior medalhista da história do X-Games, Bob Burnquist, tem uma relação longínqua com a cannabis há muitos anos, mas, em 2017, resolveu empreender no mercado estadunidense, onde mora. Em conjunto com Alex Atala, chef de cozinha de um dos restaurantes com estrela Michelin do Brasil, criaram a Farmaleaf, empresa de produtos derivados de maconha e outras plantas medicinais.

A marca estreou em 2021 e oferece produtos com CBD, THC e outras ervas, como camomila e valeriana. Há óleos e bálsamos disponíveis, os quais podem ser utilizados para aliviar dores, inflamações, atrites e outras questões médicas.

 

  • Jorge Paulo Lemann

O homem mais rico do Brasil e fundador da AB Inbev, Jorge Paulo Lemann, vem acreditando nos negócios disruptivos, incluindo na cannabis. Uma de suas primeiras aplicações na indústria foi como investidor da Kraft Heinz, gigante de alimentos que anunciou sua entrada no mercado da planta ao investir R$ 23 milhões na Flowhub, empresa de software de varejo de maconha que tem sede no Colorado, nos Estados Unidos.

Ainda, em 2018, a AB Inbev estabeleceu uma parceria com uma das maiores empresas do setor de cannabis do mundo, a canadense Tilray. Em conjunto, estão conduzindo pesquisas com bebidas não alcoólicas infusionadas com cannabis, um  mercado que vem crescendo em países onde há regulamentação da planta.

Além disso, a gestora de investimentos Vitreo, fundada por seu filho, Paulo Lemann, lançou o Fundo Canabidiol, pioneiro no Brasil voltado para o setor. Mesmo que não seja um investimento direto de Jorge Paulo Lemann, mostra como a família toda está de olho na indústria canábica.

 

  • Caroline Heinz

A brasileira Caroline Heinz, que foi CEO da fabricante HempMeds ao longo de 6 anos, é fundadora da Sphera Joy, que tem sede na Califórnia, nos Estados Unidos, onde mora. A empresa, fundada em novembro de 2021, desenvolve produtos à base de cannabis em parceria com fornecedores dos insumos necessários, oferecendo uma disponibilidade enorme de formas farmacêuticas desses derivados. Há máscaras faciais, cremes, séruns, óleos, tinturas e muito mais.

 

  • Família Mendes/Redwood

Há 20 anos, José Rocha, Corina e seus filhos imigraram aos Estados Unidos em busca de uma vida estável. O pai criou uma empresa bem-sucedida no setor de construção civil, mas, nos últimos anos, seus filhos, Ana, Rafael e Gustavo, passaram a demonstrar interesse no mercado da cannabis e o convenceram a vender a companhia para investir em uma fazenda voltada para o cultivo da planta em Oregon, estado onde há regulamentação de uso adulto e medicinal.

Dessa forma, passaram a plantar e produzir derivados à pedidos de outras marcas até que decidiram fazer um investimento ainda maior. Foi assim que criaram a própria marca e o próprio produto medicinal à base de cannabis: a USA Hemp. Além de atuarem nos Estados Unidos, também exportam medicamentos para pacientes brasileiros.

 

  • Marcela Ikeda

A paranaense Marcela Ikeda se mudou para o Uruguai em 2015 e não tinha nenhuma relação com a gastronomia, até que fez o primeiro brownie canábico e passou a vendê-lo. Assim, criou a “Casa Larica”, sediada em Montevidéu, no seu próprio lar. Ela serve bolos, pães, sanduíches, saladas, drinques e outras comidas feitas com ingredientes derivados da maconha que dão água na boca só de olhar.

O espaço gastronômico atende por volta de 10 pessoas por vez e a chef já ganhou reconhecimento internacional por seus feitos com a cannabis.

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