1001 usos do cânhamo: velas para as embarcações

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Desde a antiguidade, a fibra de cânhamo já era utilizada para o bom funcionamento de navios, auxiliando, inclusive, no descobrimento do Brasil no século XV

 A Kaya Mind lançou uma série de oito textos sobre as diferentes utilidades do cânhamo, subespécie da Cannabis Sativa L. que tem fins industriais e costuma ser cultivada com menos de 1% de THC e, portanto, não tem propriedades psicotrópicas. Vale ressaltar que, para além dos usos abordados a seguir, a planta tem inúmeras outras utilidades, tornando-se uma alternativa sustentável e interessante para diversas indústrias. Este texto abordará o uso do cânhamo nas caravelas para a produção das velas.

O cânhamo nas caravelas pelo mundo

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Folha de cânhamo e tecido

Que o uso do cânhamo é milenar, já se sabe – esse texto fala detalhadamente sobre esse assunto. Mas, a respeito da relação desse material com a humanidade, é importante entender a sua produção destinada à confecção de velas para as embarcações. 

A fibra de cânhamo não é só utilizada para objetos e funcionalidades da modernidade, como aqueles citados nas publicações anteriores dessa série. Na verdade, um de seus primeiros usos foi na antiguidade, entre gregos e romanos, que usavam velas e cordas provenientes da planta em seus navios. Já a partir do século XV, essa técnica também foi incorporada em regiões da França, em Portugal e no continente africano – essas populações cultivavam o cânhamo para fabricar cordas, cabos, velas e materiais de vedação dos barcos. A fibra da planta, como matéria-prima, proporcionava rigidez, elasticidade e uma maior velocidade às caravelas. 

O cânhamo nas caravelas que descobriram o Brasil

O plantio de cânhamo no território português foi extenso, recebendo, inclusive, um decreto de D. João V incentivando a sua produção. Assim, Cristóvão Colombo navegou pelos mares e fez parte das Grandes Navegações portuguesas – expedições marítimas que visavam explorar o Oceano Atlântico. De acordo com o autor e ativista de cânhamo, Rowan Robinson, havia 80 toneladas de cânhamo, em forma de vários materiais, nos barcos do descobridor da América. Ainda durante a expansão marítima, as velas feitas à base de cânhamo também estiveram nos navios de Pedro Álvares Cabral e o auxiliaram a desembarcar no Brasil. 

Pode-se dizer, portanto, que a Cannabis Sativa L. chegou ao país junto com seu descobrimento, e, mesmo depois de quando se iniciaram os anos de proibicionismo, permaneceu. 

Nas próximas semanas, será possível acompanhar o lançamento de outros seis textos, sendo que cada um deles contempla um uso diferente do cânhamo. São eles:

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