O que são os ETFs de cannabis?

Tempo de leitura: 3 minutos

Com o amadurecimento do mercado da cannabis, surgem investimentos voltados para o setor. Um deles, chamado de ETF, ganha notoriedade e se tornou uma opção interessante de ativo

Como explicado neste texto, as novas regulamentações a respeito da cannabis e o crescimento de seu debate, provocaram um impacto importante no mercado financeiro. Empresas de grande porte do setor foram incluídas em bolsas de valores, além de fundos de investimentos com um viés canábico terem começado a surgir. Mesmo sem uma legalização da planta no Brasil, por exemplo, hoje existem investimentos voltados para esse mercado no país, o que aponta o enorme potencial desse setor. Abaixo, você vai entender mais dessas opções.

Um dos tipos de fundos de investimentos que existem voltados para a cannabis e estão cada vez mais em alta são os ETFs (Exchange Traded Funds ou fundos de índices). Essa aplicação é atrelada a um índice de referência, ou seja, o gestor adequa a composição do ETF para que esteja o mais semelhante possível com a do indicador, tanto em relação às ações que o compõem quanto às proporções que elas representam. Consequentemente, a sua rentabilidade segue o mesmo ou quase o mesmo padrão do índice.

Essa é uma alternativa interessante para quem deseja diversificar a carteira, já que reúne ações de diferentes empresas e até mesmo setores. No Brasil, esse tipo de investimento foi regulamentado em 2002 e o primeiro surgiu em 2004, somando, hoje, o total de 65 BDRs (Brazilian Depositary Receipt) de ETFs na bolsa brasileira. Por outro lado, no exterior, onde ele é mais conhecido e desenvolvido, existem milhares de opções. 

Os ETFs da cannabis, portanto, também acabam sendo mais populares fora do país, o que não inviabiliza o investimento para quem deseja fazer essa aplicação. Pelo contrário, quem aposta em ativos internacionais pode aumentar seus rendimentos, já que a retomada econômica, neste momento da pandemia do novo coronavírus, está mais acelerada internacionalmente. Além disso, investir no mercado da maconha é uma alternativa cada vez mais certeira, apesar de ser um mercado volátil – a regulamentação em diferentes âmbitos da cannabis vem acontecendo em diversas nações pelo mundo, além de estudos comprovarem os benefícios de seu uso medicinal e industrial. Assim, surgem e se desenvolvem empresas e indústrias dedicadas à planta. 

Atualmente, o mercado da cannabis já é multibilionário e existem empresas reconhecidas mundialmente, como a Tilray, Canopy Growth, Aphria, e tantas outras. São em ações desses grupos que os ETFs de cannabis investem.

 

Veja alguns exemplos de ETFs de cannabis internacionais:

  • Amplify Seymour Cannabis ETF (CNBS; Nova York)
  • AdvisorShares Pure Cannabis (YOLO; Nova York)
  • BetaPro Marijuana Companies 2x Daily Bull ETF (HMJU; Toronto) 
  • Cannabis (THCX; Nova York)
  • Horizons Medical Marijuana Life Sciences (HMMJ; Toronto)

ETFs de cannabisFonte: Yahoo! Finance

Já, no Brasil, os fundos voltados para a cannabis da Vitreo, investem uma parte em ETFs. O Canabidiol FIA IE, por exemplo, investe dois terços do portfólio em ETFs e um terço em ações de cinco a seis empresas do setor. A XP Investimentos também lançou um fundo que investe em ações de companhias internacionais do segmento e, portanto, acompanha um ETF. Neste texto, você pode encontrar mais informações detalhadas sobre esses fundos.

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