Maconha e Covid-19: qual a relação?

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Lara Santos

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A busca por uma cura para a infecção do novo coronavírus é incessante e alguns estudos até sugeriram a cannabis como uma possível terapia; entenda

O início da pandemia do novo coronavírus evidenciou a fragilidade humana diante de situações desconhecidas. Mesmo com diversos pesquisadores e profissionais da saúde ao redor do mundo dedicados à luta contra a Covid-19, que assola milhões de pessoas globalmente, uma cura ainda não foi encontrada. Há tratamentos protocolares nos hospitais e a criação de algumas prevenções, como a vacina, mas um medicamento que possa impedir a infecção não foi descoberto. 

Em meio a este cenário, cientistas de uma variedade de nações se reuniram para buscar respostas e alguns enxergaram na cannabis uma possível terapia para a doença. É verdade, portanto, que a maconha e o novo coronavírus têm relação para além do fato de que, em Nova Iorque, distribuiu-se maconha gratuitamente para quem tomasse a vacina de Covid-19, mas é falso dizer que o uso da planta é uma solução para a crise sanitária. 

Estudos sobre Maconha e COVID-19

maconha e covid-19
Maconha e Covid-19


Estudos realizados nos Estados Unidos e no Canadá, tanto com humanos como com camundongos, sugerem que a cannabis pode ser uma alternativa para atenuar os sintomas e melhorar a saúde dos pacientes da Covid-19. Isso porque a infecção do novo coronavírus provoca a síndrome da angústia respiratória aguda, consequência de uma tempestade de citocinas inflamatórias, ou seja, de um excesso de proteínas produzidas pelo sistema imunológico, e a cannabis têm propriedades anti-inflamatórias que podem reduzir a produção dessas células.

Além disso, as pesquisas apontam que o canabidiol (CBD), um dos princípios ativos da maconha, é capaz de bloquear a infecção do novo coronavírus e que seu uso está associado a uma diminuição no risco de contágio. Ainda, propõe-se que a planta poderia ser usada de forma terapêutica para casos de Pós-Covid ou Covid longa, quando os sintomas do quadro agudo da doença permanecem. Ela poderia auxiliar no desequilíbrio do humor, nas dores persistentes, na sensação de fadiga e nos distúrbios de apetite. Ainda em relação às consequências da pandemia, o uso de maconha vem sendo aliado à melhora da ansiedade ou, então, à sua piora. Entenda mais sobre esse tema neste texto

Estudos sobre a cannabis e o coronavírus no Brasil

No Brasil, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) iniciou um experimento sobre a eficácia do medicamento derivado de cannabis contra os sintomas do novo coronavírus em abril de 2020. A instituição, a única autorizada a cultivar maconha com fins medicinais no país, distribuiu frascos de óleo de canabidiol, receitados por especialistas, para 40 profissionais de saúde com suspeita de Covid-19 ou para aqueles que já foram infectados e ainda apresentam os sintomas. Após os resultados, pretendiam iniciar pesquisas com universidades.

É importante ressaltar que não há tratamento preventivo contra a Covid-19 com comprovação científica e que a eficácia do uso da cannabis em pacientes com a doença ainda não é confirmada, apesar dos estudos iniciais se mostrarem promissores. Por isso, é importante que continuem as pesquisas acerca da planta e do novo coronavírus. 

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