Empreendedorismo feminino dentro da cena canábica

Cada vez mais, mulheres ocupam espaços na luta pela regulamentação da cannabis e lideram empresas importantes do ramo

 

Como na maioria das profissões, as mulheres também ainda não têm o reconhecimento e a presença que merecem na cena canábica. Contudo, o empreendedorismo feminino nesse setor tem ganhado cada vez mais espaço, como merece, afinal, a relação entre mulheres e cannabis é longínqua. Atualmente, mulheres empreendedoras lideram empresas importantes voltadas à maconha, tanto internacionalmente como nacionalmente. 

 

Mulheres empreendedoras da cena no Brasil

mulheres empreendedorasNo Brasil, há regulamentação apenas em relação ao uso medicinal da planta, mas as figuras femininas, mesmo que poucas para o tamanho da indústria da cannabis, têm ocupado diferentes setores da área: eventos, dados, cosméticos, ativismo, associações, comunicação e mais. Entre elas, estão mulheres empreendedoras que hoje são personagens essenciais na luta pela pauta canábica no país. 

Margarete Brito, por exemplo, é fundadora da Apepi, uma associação de pacientes que fazem uso medicinal da cannabis, e que já conseguiu permissão para cultivo, mas, hoje perdeu a liminar. Além disso, faz parte da primeira família brasileira a obter autorização para cultivar a planta para fins medicinais em casa, a fim de tratar a doença de sua primeira filha, Sofia, que nasceu com CDKL5, uma síndrome genética rara que causa convulsões frequentes.

Outra voz importante é a de Viviane Sedola, criadora da Dr Cannabis, plataforma que conecta pacientes e profissionais de saúde que prescrevem produtos à base de cannabis. Segundo a revista High Times, uma das publicações mais importantes do mundo sobre maconha, ela é a única representante latino-americana da lista das 50 mulheres mais influentes do setor canábico.

Ainda, a biomédica Barbara Arranz, fundadora da Linha Canábica da Bá, também se destaca. A empresa comercializa produtos derivados de maconha, desde óleos à cosméticos, e foi criada depois que seu terceiro filho nasceu com Síndrome de Asperger e recebeu tratamento a partir do óleo fitoterápico apresentado pela Apepi. Hoje, seu nome e sua marca servem de inspiração e ganham cada vez mais reconhecimento.

 

Outras figuras femininas que também chamam atenção:

Poliana Rodrigues – Blazing Beauty
Cidinha Carvalho – Cultive
Renata Monteiro – Instituto Jurema
Luna Vargas – Inflore
Danila Moura e Katia Cezana – Xah com Mariaz
Drika Coelho – Sinal de Fumaça
Carolina Nocetti – Indeov e InterCan
Camila Teixeira – Indeov
Carolina Nocetti – InterCan

 

Segundo a agência de notícias Marijuana Business Daily, 36,8% dos empregos de nível sênior nas empresas de ramo nos Estados Unidos são ocupados por mulheres, um valor importante, pois já é superior à média de todos os negócios do país. Ainda assim, evidenciar essas mulheres é de extrema importância, pois, segundo uma análise da Insider, homens brancos representam 70% dos cargos executivos de alto nível das 14 maiores empresas de cannabis de capital aberto do mercado. Isso mostra não só a falta da presença feminina, como também da população negra, que foi uma das principais afetadas pela guerra às drogas durante décadas. 

 

Se quiser conhecer mais sobre o cenário atual do mercado de cannabis para fins medicinais no Brasil, confira o último relatório da Kaya Mind.

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