Landraces: entenda a origem das genéticas de cannabis

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Conheça a origem das genéticas de maconha e o impacto na criação das modernas variedades híbridas

Já são mais de 10 mil anos em que existe comprovação de que a cannabis tem sido cultivada e utilizada por diversos propósitos, tornando-se uma planta de grande importância cultural e histórica. Entre as variedades de cannabis, as “landraces strains” são consideradas as verdadeiras genéticas originais da cannabis e são elas que guardam as características originais de strains que se adaptaram ao longo de milênios às suas regiões de origem.

Hoje vamos falar um pouco sobre o que são essas genéticas, explorando suas definições, origens históricas e importância no desenvolvimento das modernas strains híbridas. É importante entender sobre as genéticas originais, pois hoje existe um grande debate de se realmente ainda existem genéticas que são indica ou sativa, isso porque alguns especialistas afirmam que toda genética moderna é na verdade uma híbrida. Nesse sentido, a preservação genética dessas strains é importante, devido ao impacto que o desenvolvimento de novas variedades pode ter sobre elas.

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O que são as landraces strains?

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Landrace strain é uma genética “pura” de cannabis, seja sativa ou indica, que é nativa da região em que foi encontrada. A cannabis, originalmente, era uma planta selvagem e já era cultivada há milhares de anos, e que ao longo do tempo foi se adaptando ao ambiente e às condições geográficas específicas de suas localidades de origem, desenvolvendo características únicas que as diferenciam de outras variedades de cannabis.

Diferente do que acontece com as variedades modernas, como híbridas e as classificadas como sativa ou indica dominantes, as landraces strains são as únicas cepas que são 100% indica ou 100% sativa, justamente, porém terem dado origem a esses termos. Acaba que é justo essa característica de pureza genética, que as torna relevantes para a história do cultivo de cannabis e para entendermos as genéticas que fazem parte do mercado de hoje.

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Entendendo a história das landraces

Acredita-se que a planta de cannabis tenha se originado na Ásia Central, há cerca de 10.000 anos e, ao longo dos séculos, ela foi cultivada por diversos povos para uma variedade de propósitos, incluindo fins medicinais, alimentares, materiais de construção e outros usos.

Mesmo com sua origem sendo remontada a região da Ásia, ela se espalhou ao redor do mundo ao longo dos anos, o que dificulta a determinação precisa de sua origem geográfica e o caminho posterior que ela teve. Sabe-se que certas áreas do mundo, como os Himalaias ou as montanhas costeiras do México, foram lugares importantes para o desenvolvimento da planta da cannabis, pois foram nessas regiões que as landraces strains de cannabis evoluíram naturalmente, adaptando-se ao ambiente específico em que cresceram.

O que as torna diferentes?

As landraces strains são diferentes porque se assemelham às primeiras plantas de cannabis cultivadas para consumo ou uso, elas são as genéticas puras de sativa ou indica, e, além disso, são muito diferentes de outras cepas disponíveis no mercado. Alguns entusiastas afirmam que as landraces strains produzem mais resina e são mais potentes, enquanto outros defendem que na verdade a modernização das strains trouxe um aumento na produção de tricomas e, por consequência, no alto teor de THC das plantas. No entanto, com a grande variedade de genéticas disponíveis no mercado atualmente, é difícil comprovar completamente essas afirmações e compará-las com o que seriam as landraces originais, pois mesmo essas já estão modificadas pela sociedade moderna.

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Os diferentes tipos de landraces strains

As landraces strains são classificadas em dois grupos principais: indica e sativa. Embora mais pesquisas estejam sendo conduzidas sobre esses diferentes tipos de plantas de cannabis, estamos aprendendo gradualmente que as diferenças em suas composições químicas não são tão distintas como se acreditava. Em vez disso, a experiência que temos com elas muitas vezes está mais relacionada à forma como os canabinoides e terpenos afetam nosso sistema endocanabinoide.

Apesar dessa descoberta, muitos entusiastas de cannabis ainda afirmam que a experiência com uma genética sativa é diferente da experiência com uma genética indica.

As mais famosas

As landraces strains são as primeiras variedades de cannabis a existirem, e, portanto, existe um número muito mais restrito em comparação com as variedades híbridas que encontramos nas lojas atualmente. Algumas das mais famosas são:

Acapulco Gold (Sativa)

Nomeada após sua região de origem, esta landrace sativa é originária do México, mais precisamente das montanhas costeiras ao redor de Acapulco. Seu aspecto com tons de laranja, verde e marrom imita as montanhas costeiras de Acapulco. Possui um sabor doce, com notas de toffee queimado, e é considerada por muitos entusiastas de cannabis como a melhor cepa já cultivada.

Thai (Também conhecida como Thai Stick) (Sativa)

Outra landrace sativa, a Thai, foi trazida da Tailândia para os Estados Unidos na década de 1970. Desde então, foi cruzada para criar algumas das variedades favoritas no mercado hoje, incluindo a Voodoo e a Juicy Fruit. Apesar de seu aroma frutado, muitos entusiastas relatam que seu sabor é mais parecido com o tabaco.

Hindu Kush (Indica)

Para encontrar está landrace strain selvagem, é necessário viajar até as montanhas entre o Paquistão e o Afeganistão. No entanto, esse clima desafiador é exatamente o que torna essa cepa tão única. Sua camada espessa de tricomas é colhida para produzir o haxixe tradicional dessa região, e ela possui um aroma doce.

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O impacto das hibridizações

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A hibridização tem sido um processo importante no desenvolvimento de novas genéticas de cannabis e as landraces strains têm um papel crucial nesse processo, pois suas características genéticas únicas são utilizadas para criar híbridos que combinam o melhor de diferentes cepas.

A hibridização pode levar a uma maior resistência a pragas e doenças, bem como a uma maior adaptação a diferentes condições de cultivo, além de possibilitar novas combinações entre terpenos e canabinóides, o que determina os efeitos no nosso corpo.

Contudo, claro que existem desafios associados à prática de cruzamento entre as strais, pois o cruzamento excessivo de genéticas pode levar à perda das características genéticas originais de algumas landraces, resultando em uma homogeneização das variedades disponíveis no mercado. Isso pode ser preocupante, pois algumas landraces estão ameaçadas de extinção devido à falta de preservação genética e é justamente a valorização da diversidade genética que nos ajuda a garantir a sustentabilidade e o enriquecimento contínuo do universo canábico.

Enquanto continuamos a explorar e desenvolver novas variedades, nunca devemos esquecer o valor e a importância das landraces strains, pois elas são as raízes que sustentam o crescimento da cannabis moderna e, ao valorizarmos e protegermos essas genéticas únicas, honramos o passado e construímos um futuro mais diversificado e enriquecedor para a cannabis.

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