Early adopters e innovators: quem são e como esse público se comporta 

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Lara Santos

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Para startups e novos negócios, esses grupos de usuários são essenciais para o desenvolvimento no mercado. Para o setor da cannabis, não é diferente; entenda

Para mercados emergentes, startups e empresas inovadoras, os consumidores e clientes dispostos a passar por novas experiências e provar novos produtos são essenciais, já que são eles os principais responsáveis por fazer os negócios girarem e também por abrirem o caminho para um novo público interessado pelos seus serviços e soluções. Mas como chamam esses clientes? Quem são eles? 

O que são early adopters? 

early adopters

Esses consumidores ou usuários são chamados de “early adopters” (adotantes iniciais, em tradução livre), já que estão abertos a novidades e estão dispostos a experimentar novos produtos e serviços. Eles deixam de lado o comodismo e a desconfiança para dar chance ao novo, mesmo que seja com riscos, mas o que diferencia eles dos “innovators” é o fato de que são formadores de opinião e, assim, acabam influenciando pessoas fora de seus ciclos sociais a apostarem na inovação.  

 Os termos “early adopters” e “innovator” foi desenvolvido por Everett Rogers, um teórico da comunicação e sociólogo estadunidense. Esses dois grupos de consumidores, junto com outros três, fazem parte de sua teoria da difusão das inovações, que foi publicada em um livro em 1962, e tinha como objetivo entender como produtos inovadores conquistavam o mercado.  

De acordo com sua ideia, portanto, viu-se que essas inovações se consolidavam na sociedade após passarem por diferentes tipos de consumidores, sendo os “innovators” os primeiros, representando 2,5% da população, e os “early adopters” em segundo, com 13,5%. 

Por que os “early adopters” são importantes para novos negócios? 

Diante de um lançamento de um novo produto ou serviço, o pequeno grupo de “innovators” o conhece primeiro, já que gostam de explorar novidades no mercado, mas o produto é adotado lentamente pelo resto do público. Já os “early adopters” formam um grupo maior que acredita no produto, mesmo com incertezas, e acabam por alavancar a adesão da inovação. São eles que possibilitam com que outros consumidores se sintam seguros para experimentar a novidade, ou seja, abrem o caminho para o desenvolvimento do negócio. 

Dessa forma, os early adopters podem: 

  • Potencializar divulgação dos produtos; 
  • Impulsionar vendas; 
  • Oferecer feedbacks para empresas melhorarem produtos e serviços; e mais. 

Por isso, é muito importante que o marketing da sua empresa esteja voltada para esse público para, então, dar um start importante para o futuro do seu negócio. Como eles são naturalmente ávidos por inovação, é preciso ter uma comunicação e abordagem especialmente para eles, já que não responderão ao marketing para consumidores gerais. É preciso, por exemplo, mostrar a importância da participação deles em relação ao produto inovador em questão. Mas como? 

  • Anúncios em sites direcionados; 
  • E-mail marketing; 
  • Fóruns e eventos especializados; 
  • Estratégias de marketing one to one; e mais. 

O que os “early adopters” têm a ver com cannabis? 

Os early adopters têm tudo a ver com o mercado da cannabis. Como um setor incipiente, tanto em outros países como no Brasil, existem novas marcas e produtos surgindo a cada minuto. Muitos desses produtos são novidades muito além dos medicamentos derivados da planta ou até mesmo a planta em si, como, por exemplo, os cosméticos feitos à base de carvão de cânhamoas cervejas de maconha e mais.  

A comunidade desses indivíduos especialmente focados na indústria da cannabis, no entanto, tem se mostrado gigante. O mercado da planta está em efervescência no Canadá e em diversos estados dos Estados Unidos, com tendências sendo lançadas incessantemente. No Brasil, mesmo diante de uma regulamentação restrita, a procura por derivados da cannabis medicinal tem crescido cada vez mais – é o que mostram os números de pacientes da Anvisa desde 2015. 

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