Malefícios da cannabis

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Lara Santos

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Ainda que a maconha tenha benefícios medicinais importantes, é necessário considerar seus efeitos negativos que são realçados por conta de uso indevido e falta de regulamentação

Nas últimas décadas, a cannabis perdeu seu caráter totalmente negativo e recebeu atenção por estudos científicos que ressaltaram seus benefícios medicinais. Esse fato a reintroduziu na história da humanidade como uma planta poderosa, e não satânica como foi durante o proibicionismo, levando à sua regulamentação em diversos países. No entanto, por mais que suas propriedades terapêuticas sejam quase que milagrosas, ainda é importante considerar que, como qualquer outra substância, seu uso indevido pode causar danos à saúde.

Os malefícios da cannabis e seus mitos

malefícios da cannabis

Os malefícios da maconha não são aqueles que um dia já foram amplamente divulgados. A planta não mata neurônios, muito menos torna as pessoas violentas. Existem diversas pesquisas que apontam algumas questões em relação ao uso da cannabis na adolescência, caso já explicado pelo neurocientista Sidarta Ribeiro em entrevista com a Kaya Mind; jovens, por natureza, já produzem mais neurônios e sinapses do que adultos ou idosos e a maconha, ao ser consumida, incentiva ainda mais a neurogênese e sinaptogênese, o que pode ser prejudicial para a formação de suas personalidades. Outros estudos também já falaram sobre a possibilidade de dependência com o uso da planta, ainda que em menor escala do que o tabaco e o álcool, ambos legalizados em inúmeros países.

Especialistas também apontam que algumas formas de uso da cannabis podem ocasionar mais problemas do que outras. Um estudo publicado pela associação sem fins lucrativos estadunidense “American Heart Association” constata que fumar ou vaporizar a cannabis, bem como outras substâncias, pode causar “condições ou eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames”. Os comestíveis à base da erva também podem causar efeitos indesejados, se não houver um controle correto da dosagem de seus princípios ativos ou um consumo consciente. 

O THC, principal componente psicotrópico da maconha, também pode ter consequências negativas para pessoas com certas condições psicológicas. O CBD, ainda que não psicotrópico, é um fitocanabinoide com efeitos medicinais importantes e também pode ser prejudicial para a saúde. Tudo, no entanto, é sobre a quantidade e especificidades do usuário, por isso, o uso deve ser consultado com um profissional da saúde.

Os malefícios da cannabis e a falta de regulamentação

Em países onde não há ampla regulamentação da cannabis, os riscos à saúde podem ser ainda maiores. No Brasil, por exemplo, é comum se fazer uso do “prensado”, maconha comprimida por traficantes para facilitar o transporte e evitar que policiais a descubram. Principalmente proveniente do Paraguai, o prensado pode ser sinônimo de uma cannabis velha, má conservada e até com elementos além da planta, como solução de bateria, esterco, urina e outros. Sendo todas essas substâncias nocivas ao organismo, seus danos colaterais podem ser muito piores do que o consumo da maconha “natural”, de regiões onde há legalização. Vale dizer, no entanto, que existem diversos tipos de prensado e que esse tipo de erva não é necessariamente de má qualidade, apesar de seu uso não ser recomendado.

Para o consumo da cannabis com uma menor quantidade de riscos possível, é necessário que haja conscientização da população, mais incentivo às pesquisas para descobrir os verdadeiros malefícios da planta e, principalmente, uma regulamentação ampla de seus três usos (medicinal, adulto e industrial) mundo afora.

→ Se quiser conhecer mais sobre o cenário atual do mercado de cannabis para fins medicinais no Brasil, confira o relatório da Kaya Mind.

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