Lei da Difusão da Inovação: como novos públicos se comportam 

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A teoria criada em 1962 é muito utilizada pelo mercado até hoje, já que ela busca compreender a aceitação e disseminação de inovações e tendências

Quando um novo produto ou solução surge, cada pessoa se comporta de uma maneira específica e recebe essas novidades de formas diferentes. Tenho certeza que você conhece alguém que logo se joga e experimenta um novo produto que foi lançado no mercado, enquanto outro amigo seu já é mais cuidadoso e prefere se basear em diferentes opiniões pra comprar ou usar essa novidade. Esses comportamentos são extremamente importantes de mapear e entender para que novos mercados se desenvolvam com segurança e sem desperdício, e, por isso, foi criada a Lei da difusão da inovação. 

O que é a Lei da difusão da inovação? 

publicos difusão da informação

A Lei da difusão da inovação foi proposta pelo teórico de comunicação e sociólogo estadunidense Everett Rogers em seu livro “Difusão de Inovações”, de 1962. Essa teoria tem como objetivo compreender como inovações se disseminam pela sociedade, categorizando os consumidores em diferentes perfis. Assim, novos mercados podem se beneficiar desse entendimento e saber de que forma se posicionar. A indústria da cannabis, por exemplo, é uma novidade em muitos países e, por isso, é preciso entender como que os públicos se comportam para que os produtos se tornem tendência e o mercado deslanche. 

Para a construção dessa teoria, Rogers estruturou estágios de aceitação dos novos produtos de acordo com os tipos de público e percebeu que o ciclo de adoção segue um padrão. Veja como a lei se dá, que também é chamada de Curva de difusão de inovação: 

lei da difusão da inovação curva

Os públicos “inovadores”, “primeiros adeptos”, “maioria inicial”, “maioria tardia” e “retardatários” serão explicados mais para frente, mas é importante saber que, segundo Rogers, um novo produto só é integrado ao mercado quando 15% das pessoas o utilizam.  

Quais são os elementos que influenciam na difusão de inovações? 

Segundo a lei, existem alguns fatores que influenciam na adoção de uma inovação.

Vantagem relativa 

O quanto o novo produto é melhor do que os que já existem e são semelhantes. Um exemplo é o lançamento do diskman em relação à fita cassete, que, apesar de ainda ser grande e necessitar do CD, era mais portátil, prático e de fácil uso.  

Complexidade 

O quanto a inovação é difícil de entender ou usar. As impressoras 3D, por mais que sejam usadas, ainda não substituíram a impressora antiga e nem mesmo chegaram à casa da maioria das pessoas, já que elas não são de fácil compreensão e manejo. 

Compatibilidade 

Se o valor, a experiência e o fato do novo produto atender necessidades é compatível com o público.  

Testabilidade 

O quanto a inovação foi testada antes de ser comprada e usada com frequência pelo público.  

Observabilidade  

O quanto os resultados do novo produto são tangíveis. Por exemplo, é possível perceber logo de cara quais as vantagens do novo iPhone em comparação com a versão anterior? 

Tipos de público e como se comportam   

Os públicos “inovadores”, “primeiros adeptos”, “maioria inicial”, “maioria tardia” e “retardatários” recebem o produto um em cada fase. Veja a explicação de cada um a seguir: 

Inovadores 

  • Os primeiros a receber o produto; 
  • Se empolgam com a novidade; 
  • Sempre à espreita de inovações no mercado; 
  • Segundo a teoria, representam 2,5% do público.  

Primeiros adeptos (Early Adopters

  • Abertos a novidade e dispostos a experimentar novos produtos; 
  • Deixam de lado comodismo e desconfiança para dar chance ao novo, mesmo com riscos; 
  • Formadores de opinião e criadores de tendência, sendo que acabam influenciando pessoas fora de seus ciclos sociais a apostarem na inovação; 
  • Representam 13% do público. 

Maioria inicial 

  • Consumidores comuns; 
  • Precisam de aprovação dos outros para consumir novos produtos; 
  • Não são contrários à inovação, mas mais pragmáticos; 
  • Representam 34% da população. 

Maioria tardia 

  • Consumidores de gerações antigas e conservadores; 
  • Confiam mais no que já usam e trocam só se a inovação é acessível e muito utilizada; 
  • Mais céticos; 
  • Representam 34% da população também. 

Retardatários 

  • Totalmente resistentes às novidades; 
  • Compram novos produtos só quando não há outra alternativa; 
  • Mesmo usando o novo produto, ainda defendem o antigo; 
  • Representam 16% da população. 

E aí, com qual tipo de público você se identifica? Deixa nos comentários para a gente!  

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