Sistema endocanabinoide em pets

Tempo de leitura: 3 minutos

Assim como os seres humanos, os animais também têm sistema endocanabinoide, o que possibilita que suas condições médicas sejam tratadas à base de cannabis; entenda como funciona  

A cannabis tem diversas propriedades medicinais que podem ser aproveitadas tanto por humanos quanto por animais. Isso porque ambos têm sistema endocanabinoide, mecanismo que é responsável pela homeostase corporal, ou seja, pelo equilíbrio das funções do corpo. Assim, cães e gatos, por exemplo, podem se beneficiar dos compostos terapêuticos da planta e, assim, realizar tratamentos à base deles para algumas de suas condições médicas.  

Por isso, o mercado da cannabis tem se voltado para a medicina veterinária. Nos Estados Unidos, por exemplo, há produtos voltados para pets e os profissionais da área já podem prescrever. Já no Brasil, mesmo que os veterinários ainda não sejam autorizados a receitar esses medicamentos, há uma brecha legal que permite a prescrição e uma demanda alta pelos produtos, o que possibilita com que esse mercado já esteja se desenvolvendo no país. 

 

Quais animais têm sistema endocanabinoide? 

sistema endocanabinoide em animaisO sistema endocanabinoide existe no corpo humano e animal independente do uso da cannabis. A grande maioria dos animais vertebrados tem sistema endocanabinoide, como cachorros, gatos, cavalos, coelhos, macacos, golfinhos, elefantes, aves etc. Insetos, portanto, não tem esse mecanismo. 

Inclusive, o primeiro animal a receber tratamento à base de cannabis foi o cavalo. Em 1607, Edward Topsell, célebre autor especializado em animais, afirmou que uma mistura de  sementes de cânhamo com ração poderia ajudar os cavalos a ganharem peso. Outros estudos se desdobraram ao longo dos anos, como com cachorros, em que se descobriu que a osteoartrite poderia ser tratada pela cannabis. 

 

Diferenças entre sistema endocanabinoide em pets e em humanos

O sistema endocanabinoide é formado por receptores canabinoides, endocanabinoides e enzimas metabólicas. Os receptores canabinoides (CB1 e CB2) ficam espalhados por diversas partes do corpo e interagem com os endocanabinoides naturais do organismo e com os fitocanabinoides ingeridos por meio da cannabis. Assim, os efeitos desses compostos agem nos locais do corpo onde existem esses receptores.  

No caso dos animais, os receptores são localizados em locais diferentes daqueles do corpo humano, apesar de muitos serem semelhantes. Ainda, o sistema endocanabinoide animal é muito mais sensível do que o humano, o que faz com que certas substâncias ingeridas, como o THC, possam causar intoxicação. Por isso, os produtos à base de cannabis para pets devem ser diferentes dos para uso humano.  

Cannabis para pets 

O mercado de cannabis para pets vem se desenvolvendo mundialmente, pois notou-se o potencial da planta para tratar condições médicas que acometem os animais e, também, porque há uma preocupação e um cuidado crescente de tutores com a saúde de seus bichanos como se eles fossem parte de suas famílias.  

No Brasil, o potencial dessa indústria é enorme, podendo chegar a R$ 1,45 bilhões, em um cenário de alta adesão do tratamento à base de cannabis, no quarto ano de regulamentação. Para saber mais dados sobre esse mercado, acesse o relatório gratuito “Cannabis no mercado pet”, em que você pode descobrir as condições médicas que mais acometem os pets e que podem ser tratadas pelo uso da planta, os produtos e marcas disponíveis no mercado e muito mais.  

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