Notícias do Mês: Junho 2021

Tempo de leitura: 3 minutos

Na Newsletter Canábica, todo mês, a Kaya Mind reunirá e publicará notícias consideradas importantes que aconteceram no período.

Em junho, as notícias relacionadas à cannabis trouxeram novidades com grandes impactos no mercado e abordaram temas relevantes, principalmente no Brasil. Para além das notícias, a Kaya Mind lançou o relatório Impacto Econômico da Cannabis, no qual foram feitas projeções de um cenário econômico brasileiro em que a maconha estivesse regulamentada em três níveis (medicinal, industrial e uso adulto). A seguir, você pode encontrar o resumo e o link para cada uma das matérias selecionadas.

 

Vamos as notícias:

Em 2020, a Avon Internacional lançou três cosméticos com canabidiol, um dos canabinoides da maconha que não tem efeitos psicotrópicos e hoje é estudado mundialmente. Dando continuidade a essa linha, em junho de 2021, a empresa divulgou outros produtos como um protetor e brilho labial, um elixir para a pele e uma máscara de nutrição. A Avon afirma que são produtos antioxidantes, rejuvenescedores e calmantes. (Exame)

Antes da decisão do PL 399/2015, o presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, proibiu seus filiados de votarem a favor da proposta que regulamenta o cultivo de maconha para fins medicinais no Brasil. Quem descumprisse a ordem, seria punido e encaminhado ao Conselho de Ética. (Folha de S. Paulo)

Foi aprovado, no dia 08 de junho de 2021 o Projeto de Lei 399 de 2015 “que regulamenta o plantio de maconha, denominada Cannabis sativa, para fins medicinais e a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta” e deverá seguir para o Senado. (Agência Brasil)

O novo relatório, produzido pela Kaya Mind, prevê que a regulamentação de todas as formas de consumo da cannabis poderá movimentar um mercado de até R$ 26,1 bilhões em quatro anos no país e gerar mais de 117 mil empregos formais considerando o uso medicinal, produção e venda cânhamo em larga escala e uso adulto. (Forbes Brasil)

O uso medicinal da cannabis já é uma realidade no país e, mesmo que com muitas limitações e burocracias, já alimenta um mercado que comporta fundos de investimento, fintechs, importadoras e muito mais. Empresas como NuNature, Green Care, Verdemed e outras já apostam na venda nacional de produtos terapêuticos à base de cannabis e aguardam os próximos passos da regulamentação no país. (Exame)

Enquanto legisladores discutem os próximos passos do PL399/2015, empresários e empreendedores do mercado canábico brasileiro buscam maneiras de expandir e iniciar seus negócios, seja em outros países onde a produção e venda é permitida ou, se decidem se manter no Brasil, desenvolvem negócios que não dependem da planta para sucederem. (Estadão)

A votação do PL399/2015 foi acirrada na última sessão da comissão especial da Câmara dos Deputados, a mesma foi aprovada com apenas um voto de diferença e, atualmente, está sendo rediscutida para que seja votada na plenária dos deputados, antes de subir para o Senado. (Smokebuddies)

Marcas estão cada vez se aproximando mais de diferentes setores da sociedade cívil, para mostrar os múltiplos benefícios do uso terapêutico da cannabis, é o caso da HempMeds Brasil que vai apoiar os tratamentos com cannabis de dois lutadores de MMA em troca de divulgação de conteúdo. (Veja)

Em entrevista ao Brasil de Fato, o sociólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Israel Pinheiro, explicou como a guerra às drogas, entre outros fatores, estão relacionados à violência que a população de Manaus enfrentou nas últimas semanas – ônibus e ambulâncias queimadas, incêndios à prédios públicos e ameaças à políticos. “Atualmente, temos essa política de forma bélica para enfrentar os psicoativos, em geral, os que são e os que não são proibidos. Esse processo envolve uma injeção de dinheiro tanto no Estado, quanto no crime”, afirma. (Brasil de Fato)

O Relatório Mundial sobre Drogas 2021 da ONU, “aponta que, durante os últimos 24 anos, a potência da cannabis aumentou em até quatro vezes em algumas partes do mundo. Apesar de a porcentagem de adolescentes que perceberam a droga como prejudicial ter caído em até 40%, persistem evidências de que o uso da cannabis está associado a uma variedade de danos à saúde. Os mais afetados são os usuários regulares a longo prazo.” (UNODC)

Depois do lançamento do Relatório Mundial sobre Drogas, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) sugeriu que todas as jurisdições incorporem uma política que proíba a publicidade da maconha, um movimento que alguns analistas enxergaram como uma aceitação da instituição sobre a necessidade de regulamentar globalmente a cannabis. (Weederia)

Para ter acesso a outros conteúdos e análises completas sobre assuntos diversos da cannabis, visite o blog da Kaya Mind.

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